quinta-feira, 12 de junho de 2008

Pai solteiro - Editoria família - Daniele B



A paternidade vista pelo ângulo de homens que se viram para criar sozinho os filhos

Durante a maior parte da história da humanidade cuidar, ensinar, vestir, alimentar, dar banho, trocar fraldas foi tarefa quase que exclusiva da mãe. A guinada na história foi sendo realizada aos poucos (como acontece com a grande maioria das revoluções) e, de algumas décadas para cá, assim que passou o cheiro de queimado dos sutiãs na praça pública e as mulheres conquistaram o mercado de trabalho, muitos homens se voltarão para o cuidado dos filhos, até por uma questão de praticidade. Muitas vezes a mulher ganha mais que o marido. Nada mais pragmático que os dois trocarem de “papel” e se voltarem para antes o que era uma tarefa eminentemente feminina: cuidar dos filhos.
Mas se a adaptação com as tarefas domésticas leva um tempo, imagina que esse homem perca a esposa ou seja abandonado por ela e fique sozinho para cuidar da criançada. Complicou? E muito. Para fazer essa matéria, tivemos de procurar um bocado por um homem que cuidasse sozinho do filho. E olha que demorou para achar.
Mãe solteira é mais comum. Agora pai solteiro é mais raro. Não é pior ou melhor, somente mais raro.

“A minha maior preocupação é com a formação dos meus filhos”

Ulisses Gomes, 28, solteiro, cientista social, têm uma família distinta. Pai de três filhos pequenos com três mães diferentes, Ulisses encarna bem esse novo pai que quer participar de todo o processo de criação de seus filhos.
Da relação com o mais novo, o único que vive com ele, o pai hoje solteiro tira a experiência de ter de leva-lo para a escola, colocar na cama, levar ao médico. Com os outros dois, que moram na casas das mães, Ulisses não abre mão de tomar todas as decisões que julga importante para a criação dos meninos, principalmente no que diz respeito a Educação e condutas. Televisão, por exemplo, só é liberado depois de uma análise para saber se o programa é adequado para a idade das crianças (o mais velho têm 6, o do meio 5 seguido pelo mais novo, 4).
O depoimento do Ulisses na integra você ouve aqui.
Se desdobrar
Daniel Erasmo, do Amazonas, é um pai solteiro que divide as benções e agruras dessa condição com quem tiver interesse em seu blog.
O mais interessante em seu relato é o fato de que ele é uma pai de duas meninas que precisa ser ao mesmo tempo o pai e a mãe e tentar preencher um espaço deixado vazio pela mãe, já que as crianças cresceram sem a presença de uma mulher em casa.
Criar um filho sozinho é dificil, sendo mãe ou pai solteiro. Sentir falta de compartilhar as responsabilidades e ter de, realmente, se desdobrar para cuidar de tarefas que antes eram feitas pela mãe é uma das questões mais dificéis enfrentadas por esses pais. Mas também há bônus, muitos bônus.
Construir uma relação sólida com os filhos, se realizar e gostar de estar perto.
E o que é importante, como momentos como esses, se enternizam.
Para saber mais:
Pai - Guia de sobrevivência
Clube do bebê - Direito da Família

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